Imagem cedida pelo entrevistado
Ele é Renato vieira, 30
anos, educador em dança, bailarino e coreógrafo. Um jovem com trajetória
conhecida na cidade do ferro, com muitas habilidades artísticas e bons
conhecimentos culturais que o catapultaram para ser um dos jurados do Arraial
Municipal de Açailândia. Ele teve a ingrata missão de julgar as nossas queridas
juninas, na escolha da melhor, quando, individualmente, cada uma delas brilha a
seu modo. Nessa entrevista, Renato nos conta um pouco de sua história, fala do
belo movimento junino e determina as características que uma quadrilha deve
possuir para que seu espetáculo seja realmente inesquecível.
1. Conte-nos um pouco
da sua trajetória artística em Açailândia.
RC: Comecei a fazer aulas de dança no Centro de Defesa em
2004, com o professor Marcelo Granjeiro. Em 2006 fiz um curso de agentes
populares em danças afro e popular, no mesmo ano comecei a dar aulas na Escola
Municipal Jurgleide Alves Sampaio no grupo de dança Afro-jas até o ano de 2012
durante esse percurso fui jurado no arraial municipal de Açailândia no ano de
2010 onde a campeão foi a junina arrasta-pé onde em 2013 eu me tornaria
coreografo em 2012 e 2013 fui jurado do nacional de quadrilhas juninas em Palmas,
Tocantins e em 2014 jurado no estadual maranhense que aconteceu em Pedreiras – Ma
e hoje trabalho com meu grupo de dança corpos em movimentos.
2. Como você vê o
movimento junino na nossa cidade?
RC: Com a experiência que tenho hoje, está ótimo, mas
podemos melhorar. Acredito que alguns
presidentes teriam que brigar mais pelo movimento e não só por sua quadrilha lógico
que todos tem seus trabalhos particulares, mas falo do movimento e não do
individualismo. Mas reafirmo os espetáculos estão maravilhosos. Aproveito o
espaço para dar parabéns a todos os coreógrafos e todas as juninas de nossa
cidade por estarem levando o nome da nossa cidade a outros estados.
3. Como você vê o
crescimento meteórico que nossas juninas tiveram em relação aos anos
anteriores?
RC: Com certeza foi um impacto não só para eles próprios
mas também para a população que estava acostumada com o tradicional, e de
repente, o estilizado. Uma evolução muito positiva, cheia de cores e brilho,
mais alegria muita expressão e dedicação!
4. O que você
considera inesquecível na apresentação das juninas açailandenses em 2014?
RC: A dedicação, a vontade de vencer o fazer cultura por
amor. O compromisso de todos e todas com seus grupos foi inesquecível.
5. Qual sua opinião
das escolhas dos temas das juninas e do repertório em 2014?
RC: Sei que se torna muito difícil ao falar de temas e
repertórios, pois cada grupo tem seu modo de trabalhar e também não sei como
seriam as reações depois que eu comentasse. Então talvez poderia dizer quem trouxe um bom
tema e um repertório.
6. Qual sua opinião
sobre os figurinos ainda mais sofisticados utilizados pelas juninas em 2014?
RC: Esses são sem opinião até mesmo porque todos os
figurinos estão a caráter dos seus grupos.
7. A quadrilha junina
vem despertando a atenção de vários grupos em Açailândia. Você acredita que
podemos chamar as festas juninas já como “tradicionais” em nossa cidade?
RC: Sim, é claro, já deveria ser chamado os anos anteriores
tivemos uma evolução muito grande e o tradicional já existe as juninas pois até
mesmo a população já aprenderam a amá-la .
8.Conte-nos um pouco
sobre a difícil tarefa de julgar nossas juninas.
RC: Como já falei anteriormente que se torna muito difícil
falar sobre esse tipo de trabalho e de competição só pode haver um primeiro
lugar e todos querem ganhar e como só a um vencedor a culpa sempre cai para
cima dos jurados, essa é a difícil missão.
9.Como você vê o futuro
dessa Açailândia Junina?
RC: Podemos ir mais longe, a nossa cidade já sediou já um
estadual, as juninas já estão gradativamente sendo reconhecidas por outros
estados, então falta pouco para estarmos nos patamar dos outros grandes estados.
10. Qual sua opinião
sobre este (blogueiro K. Fera)? Costuma ler seus textos?
RC: Já conversamos algumas vezes e sei que não é fácil ser
jurado ou ser um critico e principalmente quando se fala do movimento junino
mas em respeito a você vejo que os seus textos vêm abrindo a mente de alguns
quadrilheiros de nossa cidade, pois eu tenho acompanhado, e você sempre pensa o
melhor para esse movimento. Então, parabéns pelo seu trabalho.

