segunda-feira, 30 de junho de 2014

Flor de Mandacaru: antes de tudo, uma legião de guerreiros

 
Imagem: Facebook de Kelvys Martins


(para apreciar ao som de Hora do Adeus de Luiz Gonzaga)



Inconformado estou e inconformado permanecerei. Mas não é tão importante temer a tempestade como é sair dela. Este final de semana, enquanto assistíamos tensos o jogo do Brasil e comemorávamos depois com o trio de ouro do brasileiro carne-cerveja-música, nossa queridinha de Açailândia passava por um dos maiores sufocos de sua história. Se houver um lançamento de um livro com as memórias desse grupo junino nos próximos anos, creio que esse episódio não poderá faltar em suas longas páginas, recheadas de doces vitórias e alguns amargos sofrimentos. A Flor de Mandacaru mais uma vez provou sua determinação e mostrou um espetáculo diferente, preso a uma estrada sombria e um ônibus com problemas mecânicos: o espetáculo da perseverança.



Meus caros leitores mais desatentos, enquanto a prefeitura da cidade de ferro deixa a cidade mergulhar no mesmo marasmo de antes, um “boom” junino se alastrava na cidades de Grajaú e Pedreiras. Após a desistência pública da Matutos do rei, que na opinião deste humilde blogueiro mostrou discernimento ao não se jogar atrás da conquista desses títulos, já que não precisa mais provar a ninguém o quanto é espetacular, nossa Flor lançou-se com fortes expectativas de consagrar-se campeão em ambos os torneios. Quem andava nas ruas da cidade na última semana pôde constatar o primeiro espetáculo de persistência desse grupo junino: alguns dos brincantes, acampados nas ruas pediam a doação de valores dos motoristas e pedestres em nome da cultura de Açailândia. Isso mesmo, caro leitor, a pouca distância da Secretaria de Cultura do nosso município, a Flor tocava o espírito junino do açailandense para firmar a sua causa. E ao que parece, que deu bastante certo: levantaram uma quantia significativa, embora insuficiente para pescar esse sonho.



Com a certeza de suas qualidades, a Flor lançou-se à deriva. Conseguiram chegar a Grajaú, onde uma série de selfies bonitas em igreja e outros monumentos, invadiram nossas telas no facebook. Lá enfrentaram uma das quadrilhas que também considero queridinha, a Arraiá do Koroné. Mostraram um espetáculo novamente afirmador. Firmaram sua marca no Arraial de Grajaú, onde já haviam registrado presença em outras épocas. Novamente, apesar das adversidades, honraram os brincantes que sujeitos ao sol pediam dinheiro no início da semana, e desenvolveram um espetáculo genuinamente açailandense. Um orgulho para este blogueiro e para os amantes da cultura junina! Faturaram o segundo lugar e uma viagem digna de aventura. Arraiá do Koroné, uma quadrilha em crescente desenvolvimento, conseguiu o topo do pódio. Não esperem que eu comente essa colocação. Eu sei que a Flor conhece seus atributos. Não é novidade que se trata de um dos grupos juninos que mais emocionam o seu público.



A teimosia de sua fé motivou uma peleja grande no domingo. Devido problemas mecânicos, a Flor teve de parar sua trajetória para o sucesso. Não foi possível chegar a Pedreiras. A legião de heróis clamou em tristeza: estavam dispostos a ganhar esse título e novamente escrever seus nomes nas areias de Fortaleza. O que se viu foi triste. Um grupo de coragem paralisado, sem ter alternativas para se livrar da condição em que se encontravam. No meio da estrada, em acampamentos, os brincantes da Flor de Mandacaru presos a seus objetos de fé, choravam essa aparente derrota. Abraçados, sozinhos, isolados e abandonados. Enquanto Pedreiras  reclamava sua majestosa presença no Arraial preparado para recebê-los. Quando anunciada a sua desistência, devido os problemas que tiveram, os grupos juninos que já estavam em Pedreiras festejaram o fato de sua maior e mais bem preparada concorrente estar fora da disputa. Enquanto o espetáculo da Zé Comeu ia desenhando o favoritismo em Pedreiras, sobrava à Flor de Mandacaru ambicionar apenas o retorno para casa.



Bom lembrar que o tema desse ano é “A peleja dos costumes na teimosia da fé”. Eles honraram o que anunciam belamente no Arraial de modo anônimo, isolados em uma estrada cercados de índios. Sua oração sincera pôde ser ouvida e seu pranto silencioso fincou uma vitória. Não, não, Flor de Mandacaru não saiu perdedora em nenhum dos arraiás citados. Mostraram que o espetáculo junino não envolve somente Arraial e público. Na comunhão entre seus membros, perceberam que apenas uma de suas muitas oportunidades foi perdida. E que sua longa trajetória de coragem mostrou que eles sempre mereceram e merecerão essa coroa de rei, pois honrá-la se trata de uma obrigação.



Com as homenagens e o orgulho de,

K. Fera
 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Xico Cruz e seu espetáculo à parte na Matutos do Rei

 Imagem: Recorte de fotografia de Marcelo Cruz

Para quem sentiu saudades minhas, minha longa ausência tem breve explicação. Meu pobre coração esgotou-se na angústia e na felicidade de ver mais uma vez o Maranhão sendo bem representado num dos maiores concursos de quadrilhas do Brasil em Goiana/Pernambuco. E quem estava lá era a brilhante Matutos do Rei que pintava o nosso Estado – sem trajetória junina louvável no concurso – apresentando um espetáculo digno e inovador. Sem medo de devorar as grandes devoradoras, Matutos partiu de Açailândia com humildade e atirou-se em Pernambuco com garra para conquistar mais um troféu para enfeitar sua estante nutrida de outros títulos importantes. Chegou perto, mas ficou longe, bem verdade. E é o etéreo Xico Cruz, o protagonista do prólogo desse grupo junino, símbolo dessa geração de quadrilheiros.



Quando o espetáculo junino ainda engatinhava no solo açailandense, nossos artistas mais acertavam no instinto e na imitação que necessariamente na criatividade. Havia, é claro, uma vontade de fazer com as próprias mãos, porém era necessário tomar cuidado, afinal a Açailândia junina mal estava começando. Tal qual apareceram grandes artistas que mexeram na estrutura da Caipiras da Serra, Flor de Mandacaru, Arrasta-pé e Cangaceiros de Açailândia, Xico Cruz injetou no DNA da Matutos do Rei doses cavalares da sua criatividade artística. Até então, Cruz já era artista respeitado, e conseguiu elevar o espetáculo da Matutos ao máximo ao cruzar o universo de uma boneca de pano com o de um espantalho numa apresentação criativa de anos anteriores. Não lembraremos esse ano por seu figurino um tanto bisonho, mas por sua história bem narrada e impactante.



Xico Cruz promove no Arraial o verdadeiro encontro entre teatro e dança. Ora, quem disse que esses elementos precisam ficar exatamente bem separados? Não. Quando falamos de arte, e sobretudo, apoteose artística, todas as linguagens criativas tem de conversar entre si, e é isso que Xico representa na Matutos. Olha que audácia colocar um narrador, que é personagem, marca os passos, ao mesmo tempo em que dança e tem importância superior, inclusive, ao tradicionalismo do casal de noivos? Saliente seria o melhor adjetivo para descrevê-lo. Não tomem como ofensa, leitores mais desinformados, em se tratando de arte, ser saliente é qualidade devastadora.



Como pescador de ilusão, Xico deixa sua marca e seu sorriso “gaiato”. Ele convida a plateia a desfrutar esse sonho consigo, mostrando que para a criatividade o limite é nulo. Em quase meia hora de espetáculo, o vemos é uma grande ousadia, afinal temos uma história em que ele carrega o posto de autor, narrador e personagem principal. É quase impossível não se ver envolvido numa atmosfera tão bem entrelaçada quanto a que Matutos do Rei promove no Arraial. Algo meticulosamente pensado e eficientemente desenvolvido. Até aí, podem crer: um espetáculo único e precioso.



Em terras onde jogadores de futebol e cantoras de funk saradas fazem sucesso, é um alívio eleger como símbolo cultural o nosso nobre Xico Cruz. Hoje, ele é um dos personagens principais dessa Açailândia Junina que sobrevive com pouco dinheiro, mas fecundando espetáculos com fé e coragem. Com sinceras desculpas às demais quadrilhas juninas, não há como não amar o Xico! Essas quatro letrinhas poderia resumir todo o longo trabalho criativo que Açailândia vive alegremente hoje. E a vontade de se igualar a ele, faz de todo produtor artístico das juninas da cidade de ferro correr e pesquisar no objetivo de mostrar um trabalho superior. Isso é ruim? Não, caros leitores, isso é excelente para nós que ficamos ali, protagonizando somente um humilde assento na plateia.



Quanto ao espetáculo que levaram no último domingo a Pernambuco, 22, Xico honrou mais uma vez a cidade do qual é parte pulsante, mostrando uma apresentação criativa, inteligente e sobretudo, inovadora. As toneladas de fermento que levaram ao Arraial não foram o suficiente para inflar o bolo que os jurados exigiam. Mas devemos lembrar aquilo que o resultado final denotou: o Maranhão, que como foi explicado, não tem tradição em espetáculos do tipo, alcançou mais um importante degrau nessa escada cruel. Brevemente, quando o fazer junino encontrar suas raízes na tradição cultural desta cidade, teremos notícias de que estaremos no topo do pódio dessa competição. Até lá, desejo ardentemente  que o grande Xico Cruz continue a queimar seus neurônios na produção de prólogos cada vez mais excitantes e acima de tudo, que continue brindando um público carente de cultura com sua invencível versatilidade.   



Com as felicitações de

K. Fera
 

sábado, 21 de junho de 2014

K. Fera entrevista: Rhaoni Silva

 Imagens: imirante.com

Ele é Rhaoni Silva, 21 anos, balsense, o marcador da quadrilha Arraiá do Koroné e um dos participantes mais ativos da produção artística do grupo junino. Nesse ano, a Arraiá do Koroné apresentou um espetáculo brilhante cujo tema era ‘Do outro lado da vida’, no qual fez uma bela relação entre a vida junina e a morte. Seu teatro, suas danças e suas cores foram levadas ao Arraial da Mira, onde puderam emocionar seu público ao não desistir da sua apresentação devido um erro técnico. Rhaoni nos conta a história de garra, perseverança, decepções e conquistas de um grupo junino que vem crescendo grandiosamente a cada vez que expõe seu delicioso espetáculo a seu crescente público e nos mostra que as dificuldades financeiras não são exclusividade dos outros grupos já entrevistados.

1. Conte-nos um pouco do surgimento da quadrilha Arraiá do Koroné. Como se deu a escolha do nome da quadrilha?
RS: Bem, nossa quadrilha junina este ano completa 22 anos de tradição, no dia 29 de junho. Começamos, é claro, como uma simples de rua e na época nós morávamos na rua Coronel Silva Neto, aí tivemos a ideia de colocar o nome de Coroné. Conforme o passar do tempo, nós nos estilizamos e daí pensamos de mudar o C pra K, ficando “Koroné” com K .

2. Qual é a relação que o grupo junino mantém com o seu público hoje?   
RS: É ótima essa relação. Nosso público nos ajuda e nos incentiva de forma impressionante. A cada ano que se passa, conseguimos mais e mais amantes da nossa junina.

3. Conte-nos um pouco sobre o processo de pré-produção do espetáculo junino da Arraiá do Koroné.
RS: Não foi fácil! Tivemos de viajar para comprar tecidos, aviamentos porque nosso figurino é próprio, não é alugado de quadrilha nenhuma, é original, tivemos que promover vários eventos para conseguir quitar nosso figurino, cenário, transportes e outros.

4. O que motivou a Arraiá a trazer como tema em 2014 ‘Do outro lado da vida’?
RS: O mundo em que vivemos.  Pois só o que vejo nos jornais é que marido matou ou espancou sua mulher, resolvemos falar então este ano do maior sentimento que existe: o amor, que em minha opinião, o mundo precisa muito; a questão da fidelidade também entra em nosso tema e hoje esse tipo de pessoa (fiel) é raro.

5. Quais as maiores dificuldades que a Arraiá enfrentou para colocar em prática o espetáculo junino que vimos na Mira?
RS: Sobre o nosso espetáculo, é muito bom saber que nosso trabalho trouxe aplausos e motivou emoções.  Mas pra chegar aonde chegamos não foi fácil, pois a prefeitura de nossa cidade não nos ajudou com "nada" chegamos aonde chegamos pela força de vontade de nossos brincantes, organizadores e claro aos nossos patrocinadores que nos ajudaram. Assim, acho que falta incentivo financeiro do poder público, a distância de Balsas para os grandes centro de confecções e tecidos, alto custo dos acessórios (lantejoulas, minçangas, entre outros) alto custo no fretamento da logística foram nossas maiores dificuldades.  Aproveito aqui agradecer a todos que colaboraram com a nossa quadrilha junina. Meu muito obrigado.

6. Entre a dança e o teatro, algum deles pode ser considerado mais importante para o espetáculo junino de vocês? E é possível inovar sem perder a tradição junina?
RS: Os dois são essenciais para o espetáculo junino; a dança como o enriquecimento da coreografia e o teatro realça o tema da quadrilha. Sim, isso é extremamente importante para a sobrevivência de um grupo junino como o nosso. As pessoas, quando vão assistir aos festivais, exigem criatividade e inovação, mesmo que os passos sejam tradicionais, mas que sejam apresentados de forma contemporânea.

7. Conte-nos os problemas que ocorreram na noite da apresentação da Arraiá do Koroné no Arraial da Mira.
RS: Primeiramente, nós seríamos a terceira quadrilha a se apresentar e, de repente, fomos informados e que seríamos a primeira por desistência das duas antecessoras. Na entrada da quadrilha, esquecemos um de nossos cenários, então foi uma correria total, mas deu tempo de chegar antes da nossa apresentar o tal cenário. Começamos nossa apresentação e quando chegamos à metade do tempo, o nosso pendrive engoliu. Nesse momento, passamos quase dez minutos sem música, mesmo com a garra de nossos brincantes, eu vi que não daria para continuar, e nos deram mais uma chance. Mas na segunda apresentação não foram julgados os efeitos especiais que foram utilizados na primeira apresentação.

8. A Arraiá do Koroné considerou-se prejudicada com a falha técnica durante o Arraial da Mira?
RS: Sim, mas quero deixar bem claro que a falha técnica foi do nosso acessório e não veio do som do Arraiá da Mira.

9. Como você vê a Arraiá do Koroné no futuro?
RS: Primeiramente, desejamos representar o nosso estado no São João do Nordeste e Nacional de Quadrilhas Juninas e ser a melhor quadrilha junina do Brasil.

10. Como a Arraiá do Koroné vê as opiniões deste blogueiro (K. Fera)?
RS: Como uma pessoa que incentiva, divulga , pesquisa e estuda o assunto. Acho que suas opiniões são claras e verdadeiras objetivando tão somente o crescimento do mundo junino.
 


sábado, 14 de junho de 2014

K. Fera entrevista: Glauber Júnior

Imagem cedida pelo entrevistado

Ele é Glauber Júnior, 21 anos, um dos jovens responsáveis por colocar em prática um dos maiores espetáculos juninos em Açailândia: a Flor de Mandacaru. A quadrilha nasceu tímida, pequena, com mais desejos de ser grande que perspectivas para tanto. Logo ganhou a simpatia de uma cidade inteira, apresentando um jeito diferente de fazer quadrilha, inspirado sobretudo na emoção. Hoje ele nos mostra um pouquinho da face da queridinha de Açailândia. Desde o processo de pré-produção, dificuldades, alegrias e sensações de um organismo vivo que é o grupo junino Flor de Mandacaru.

1. Qual foi o maior desafio da Flor de Mandacaru em 2014?
GJ: Digo que o ano de 2014 foi o ano das "provações" em nossa quadrilha. Os desafios foram enormes, mas o principal deles foi porque este ano seria o ano findouro do grupo junino devido alguns fatores internos, mas a quadrilha foi teimosa e o que parecia ser um São João inesquecível para o público, tornou-se para nós que somos da Flor de Mandacaru.

2. Como é o processo de pré-produção da quadrilha junina?
GJ : O processo de pré-produção parte de uma ideia que Raul tem. As primeiras ideias partem dele, depois ele passa para produção artística que neste ano foram compostas por Lauender (noivo), Fernando (coreógrafo), Evaldo (desenhista do figurino) e eu (diretor de teatro). Daí partimos para escolha de repertório, figurino, criação do casamento, etc. Confesso que não é fácil. Sempre procuramos inovar, colocar algo inusitado, diferente.

3. O que inspirou a Flor a falar de fé e costumes numa época em que as pessoas são muito volúveis e incrédulas? 
GJ: Nos foi lançado o desafio de mostrarmos a fé do nordestino que já viu a morte de frente, que sente o que é perder um ente querido por conta da seca do sertão e ainda sim ter fé de que tudo dará certo no final. Também queremos mostrar os costumes que o Nordeste tem, no casamento por exemplo, usamos um causo onde um homem está prestes a morrer, o costume está no fato dele ser amparado numa rede segurada por dois homens, que no sertão ou interior, quando um pessoa vai ser enterrada sempre são levadas em redes. As músicas também retratam os costumes.

4. Você acha que é possível inovar as tradicionais quadrilhas juninas sem perder as origens?
GJ: Acredito que sim, desde que se tenha prudência na hora de escolher o tema e o enredo do espetáculo. Não podemos esquecer de que se trata de festa junina, de tradição. Essas origens não podem ser esquecidas!

5. A Flor é uma quadrilha que aposta na encenação, na dança ou no acordo entre esses dois elos?
GJ: No nosso espetáculo, sempre há um elo entre encenação e dança. Para que se entenda o espetáculo por completo é preciso que o espectador prestigie todo o espetáculo, o que também é uma estratégia, mas também um desafio, pois temos prender a atenção do público.

6. Como o relacionamento entre os componentes da Flor?
GJ: Somos uma família, que acima de tudo se ajuda. Não há uma rivalidade entre nossos componentes e mesmo que haja, procuramos sempre resolver. Todos ali são tratados de igual pra igual, e se passa por algum problema. Todos fazem de tudo pra ajudar. Defino a Flor como minha segunda família.

7. Quais as dificuldades que seu grupo junino enfrenta para levar esse espetáculo grandioso mundo afora?
GJ: Não apenas a Flor, mas o movimento junino em si... Nossa maior dificuldade é ajuda financeira. Ainda não encontramos alguma pessoa ou órgão público que possa nos ajudar nessa questão. Temos ajuda da prefeitura, mas não é o suficiente, já que gastamos em média 40 mil reais por espetáculo. Então sempre temos que dar um “jeitinho” pra conseguir este dinheiro.

8. Qual a maior alegria da Flor nesse ano de 2014?
GJ: Ver que nosso trabalho é reconhecido pelo público, só o fato de sermos elogiados pelas pessoas que nos assistem já nos dá uma alegria imensa, acredito que o maior jurado é o publico, claro que sempre precisamos da opinião de profissionais, mas o publico pra mim contribui demais para essa alegria. Também temos orgulho de ajudar a cultura de Açailândia, assim como outras quadrilhas.

9. Como você vê o futuro da Flor?
GJ: A Flor de Mandacaru é uma quadrilha que tem tudo para crescer, ser uma representante do Maranhão à altura. Sou muito suspeito pra falar (Risos). Mas acredito que os meninos que iniciaram este trabalho nunca imaginariam a repercussão que esta junina iria causar.

10. Como a Flor vê as opiniões deste blogueiro (K. Fera)?
GJ: Todos nós ficamos felizes em ver que temos finalmente alguém que prestigie e divulgue o nosso trabalho, sua opinião é o reconhecimento do publico, acredito que temos a opinião do público representado por sua pessoa.