sábado, 21 de junho de 2014

K. Fera entrevista: Rhaoni Silva

 Imagens: imirante.com

Ele é Rhaoni Silva, 21 anos, balsense, o marcador da quadrilha Arraiá do Koroné e um dos participantes mais ativos da produção artística do grupo junino. Nesse ano, a Arraiá do Koroné apresentou um espetáculo brilhante cujo tema era ‘Do outro lado da vida’, no qual fez uma bela relação entre a vida junina e a morte. Seu teatro, suas danças e suas cores foram levadas ao Arraial da Mira, onde puderam emocionar seu público ao não desistir da sua apresentação devido um erro técnico. Rhaoni nos conta a história de garra, perseverança, decepções e conquistas de um grupo junino que vem crescendo grandiosamente a cada vez que expõe seu delicioso espetáculo a seu crescente público e nos mostra que as dificuldades financeiras não são exclusividade dos outros grupos já entrevistados.

1. Conte-nos um pouco do surgimento da quadrilha Arraiá do Koroné. Como se deu a escolha do nome da quadrilha?
RS: Bem, nossa quadrilha junina este ano completa 22 anos de tradição, no dia 29 de junho. Começamos, é claro, como uma simples de rua e na época nós morávamos na rua Coronel Silva Neto, aí tivemos a ideia de colocar o nome de Coroné. Conforme o passar do tempo, nós nos estilizamos e daí pensamos de mudar o C pra K, ficando “Koroné” com K .

2. Qual é a relação que o grupo junino mantém com o seu público hoje?   
RS: É ótima essa relação. Nosso público nos ajuda e nos incentiva de forma impressionante. A cada ano que se passa, conseguimos mais e mais amantes da nossa junina.

3. Conte-nos um pouco sobre o processo de pré-produção do espetáculo junino da Arraiá do Koroné.
RS: Não foi fácil! Tivemos de viajar para comprar tecidos, aviamentos porque nosso figurino é próprio, não é alugado de quadrilha nenhuma, é original, tivemos que promover vários eventos para conseguir quitar nosso figurino, cenário, transportes e outros.

4. O que motivou a Arraiá a trazer como tema em 2014 ‘Do outro lado da vida’?
RS: O mundo em que vivemos.  Pois só o que vejo nos jornais é que marido matou ou espancou sua mulher, resolvemos falar então este ano do maior sentimento que existe: o amor, que em minha opinião, o mundo precisa muito; a questão da fidelidade também entra em nosso tema e hoje esse tipo de pessoa (fiel) é raro.

5. Quais as maiores dificuldades que a Arraiá enfrentou para colocar em prática o espetáculo junino que vimos na Mira?
RS: Sobre o nosso espetáculo, é muito bom saber que nosso trabalho trouxe aplausos e motivou emoções.  Mas pra chegar aonde chegamos não foi fácil, pois a prefeitura de nossa cidade não nos ajudou com "nada" chegamos aonde chegamos pela força de vontade de nossos brincantes, organizadores e claro aos nossos patrocinadores que nos ajudaram. Assim, acho que falta incentivo financeiro do poder público, a distância de Balsas para os grandes centro de confecções e tecidos, alto custo dos acessórios (lantejoulas, minçangas, entre outros) alto custo no fretamento da logística foram nossas maiores dificuldades.  Aproveito aqui agradecer a todos que colaboraram com a nossa quadrilha junina. Meu muito obrigado.

6. Entre a dança e o teatro, algum deles pode ser considerado mais importante para o espetáculo junino de vocês? E é possível inovar sem perder a tradição junina?
RS: Os dois são essenciais para o espetáculo junino; a dança como o enriquecimento da coreografia e o teatro realça o tema da quadrilha. Sim, isso é extremamente importante para a sobrevivência de um grupo junino como o nosso. As pessoas, quando vão assistir aos festivais, exigem criatividade e inovação, mesmo que os passos sejam tradicionais, mas que sejam apresentados de forma contemporânea.

7. Conte-nos os problemas que ocorreram na noite da apresentação da Arraiá do Koroné no Arraial da Mira.
RS: Primeiramente, nós seríamos a terceira quadrilha a se apresentar e, de repente, fomos informados e que seríamos a primeira por desistência das duas antecessoras. Na entrada da quadrilha, esquecemos um de nossos cenários, então foi uma correria total, mas deu tempo de chegar antes da nossa apresentar o tal cenário. Começamos nossa apresentação e quando chegamos à metade do tempo, o nosso pendrive engoliu. Nesse momento, passamos quase dez minutos sem música, mesmo com a garra de nossos brincantes, eu vi que não daria para continuar, e nos deram mais uma chance. Mas na segunda apresentação não foram julgados os efeitos especiais que foram utilizados na primeira apresentação.

8. A Arraiá do Koroné considerou-se prejudicada com a falha técnica durante o Arraial da Mira?
RS: Sim, mas quero deixar bem claro que a falha técnica foi do nosso acessório e não veio do som do Arraiá da Mira.

9. Como você vê a Arraiá do Koroné no futuro?
RS: Primeiramente, desejamos representar o nosso estado no São João do Nordeste e Nacional de Quadrilhas Juninas e ser a melhor quadrilha junina do Brasil.

10. Como a Arraiá do Koroné vê as opiniões deste blogueiro (K. Fera)?
RS: Como uma pessoa que incentiva, divulga , pesquisa e estuda o assunto. Acho que suas opiniões são claras e verdadeiras objetivando tão somente o crescimento do mundo junino.
 


2 comentários:

  1. Um dos Melhores marcadores do Maranhão, e o Melhor marcador de Balsas-Ma, sendo também o melhor Rei Parabéns pelo seu trabalho, vc e o nosso, coreografo, estilista, marcador, rei, amigo, irmão e muito mais jamais esqueceremos de seu trabalho Rhaony.
    Arraia do koroné e uma exemplo de qualquer quadrilha Junina :)

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