Imagem: Facebook Flor de Mandacaru
Para a alegria dos corações
quadrilheiros, 2015 finalmente chegou. E o mês de Junho, que marca o meio do
ano, chega veloz como se tivesse montado em um cavalo de corrida. Não há como
falar do mês mais especial para o Nordeste sem emitir o nome da queridinha de
Açailândia: Flor de Mandacaru. Que este ano promete trazer um enredo ainda mais
surpreendente que a teimosia da fé. Tema este que foi possível notar até na
transpiração dos componentes que estavam na última fileira.
A primeira luz que acendeu sobre
o palco da mais brilhante Flor de Açailândia apontava que eles iriam investir
numa temática totalmente inovadora que seriam os jogos de azar. Estratégia essa
que causou muitas dúvidas a este humilde blogueiro: como tratar de um tema que,
à primeira vista, nada tem a ver com o tradicionalismo junino? Apesar de tais indagações pairando sobre
minha mente pensante, consolidou-se a confiança que deposito nesse grupo. Assim
como os quase cento e dez mil açailandenses, quero ser surpreendido. E tal
tarefa encontra-se nas mãos certas de Raul e companhia.
Bem verdade que tive inúmeras
chances de conhecer os passos, as músicas, os novos componentes e enfim, todo o
universo Flor de Mandacaru 2015, mas infelizmente não pude comparecer aos ensaios
para ver do alto da minha insignificância o desenrolar dos bastidores dessa
família. Tão receptivos como são seriam
capazes de receber como rei este plebeu moderno que vos escreve. Mas a culpa da
minha ausência não se deve apenas a fatos de força maior: na verdade, o desejo
de me ver surpreendido em meados de Junho justifica minhas faltas nesse que é o
momento mais delicado da formação de uma quadrilha.
Reunir pares, escolher casais
destaques, procurar novos arranjos musicais, investir na delicadeza de novos
figurinos, trabalhar várias cabeças ao redor de um único tema não me parece ser
a mais fácil das tarefas. E a teimosia da Flor de Mandacaru em não revelar seu
tema para este ano me parece bem acertada. Infelizmente, este ano pude enxergar
um descrédito à queridinha de Açailândia, devido aos problemas financeiros que
é realidade de todos os grupos que lidam com cultura. A força da Flor não mora
nos figurinos exuberantes e na escolha acertada de seus passos, canções e
cenários. Isso é resultado. A engrenagem que move esse grupo é a paixão de seus
componentes, que os fazem bolar estratégias empolgantes para reunir recursos. E
estar preciosa novamente nos tablados e nas fotografias que ilustram a história
da Flor.
Assim, do meu lugar no Arraial
aguardo com ansiedade o aparecimento da Flor de 2015. Tenho absoluta certeza
que em cada linha que percorre a costura do vestido da noiva, em cada fita que
enfeite o chapéu dos cavalheiros e em cada grito apaixonado do marcador estará
a força desse grupo que se nutre a partir do olhar atento de cada um de nós,
admiradores do espetáculo junino. É a certeza de estar presente no Arraial, e basta
somente a certeza de estar presente, é o que alimenta a gigante força dessas
criaturas.
E que comecem os jogos!
Com os bons votos de
Carlos K. Fera.

Nossa Arrazou como Sempre 👏👏👏
ResponderExcluirArrasou
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirNão há, como não se emocionar com cada palavra escrita.
ResponderExcluirestou ansioso pelas novs postagens, sobre o que vai achar da Minha flor este ano..
Vamos vir bem simples, diferente do tradicional luxo que a flor vem a cada ano, mas com um "porquê' bem grande e explicativo. O nosso Tema exige isso de nós esse ano.
Abraços K. Fera desse teu humilde admirador quadrilheiro.
Max Sandro