Imagem concedida pela entrevistada
Ela é Ceulianny
Marinho, 22 anos, a noiva de um dos grupos juninos mais queridos de Açailândia,
a Flor de Mandacaru. Atuando pela terceira vez no grupo junino, Ceulliany
lidera no Arraial um espetáculo belíssimo ao lado de seu parceiro, o noivo
Lauender França. Dança, canta, atua e dá voz a uma das mais emocionantes
apresentações já vistas em Açailândia: “A peleja dos costumes na teimosia da
fé”. O tema, que nesse ano fala sobretudo de fé, só poderia ser defendido por
alguém que fosse tão apaixonado pela Flor de Mandacaru quanto é sua noiva. A
“Céu”, para os mais íntimos, hoje nos concede uma entrevista sob a ótica do
brincante. As alegrias, o choro e a fé que move uma quadrilha inteira e a única
personagem de branco.
1. Conte um pouco da sua trajetória na
Flor de Madacaru.
CM: Em 2010, foi o
ano onde tudo começou. Um desafio para mim, que nunca tinha ouvido falar sobre
quadrilha estilizada, então fiquei meio desacreditada. Mas graças a Deus e à
insistência dos meus queridos (Railson, Lauender, Max Sandro, Bruna Adrielle,
Raul, Fernando) eu resolvi continuar... Em 2011, ganhei mais uma vez o posto de
noiva, não esperava pelo fato que tínhamos meninas capazes de fazer o papel tão
bem quanto eu... E foi o ano em que fui afastada devido a minha gravidez, foi difícil
para mim, pois eu já amava essa quadrilha com uma intensidade sem tamanho! E em
2012 foi o ano em que fiquei totalmente afastada da minha junina... Em 2013,
foi o ano que conheci uma nova junina, novas pessoas enfim... Uma quadrilha
totalmente diferente daquela junina que tinha deixado... Então fui dançar como noiva,
mas infelizmente fui barrada novamente pelo "não querer do esposo", tive
que abandonar mais uma vez minha paixão, como dançarina... E 2014 foi o ano que
realmente eu nem sonhava dançar de noiva... Mas fiz essa promessa pra mim mesma
que esse ano seria INESQUECÍVEL e que só não dançaria se Deus não quisesse... Simplesmente
veio um tema forte, que se encaixou perfeitamente com o que tinha sonhado pra
mim esse ano! E o tema se parece muito com todas as minhas pelejas desde o
começo desse ano... Sem deixar de teimar com Fé!
2. Qual o significado do São João em sua
vida?
CM: Para mim, é a data mais esperada do ano inteiro... O
São João me proporciona sentimentos especiais, momentos inesquecíveis... São
João em minha vida significa: EMOÇÃO COM AMOR...
3. Como é sua parceria com o noivo
Lauender França?
CM: É uma parceria sem igual. Mais que parceiros,
somos amigos, sempre conversamos sobre nossas atuações, somos muito parecidos
em relação a isso... Procuramos sempre estar demonstrando o que sentimos... Sem
contar que quando estamos dançando parece até que nos somos um só, e fazemos o
que há de melhor! Parceiro, noivo, amigo, meu eterno Cavalheiro!
4. O que mais
agrada você, este ano, no espetáculo da Flor “A peleja dos costumes na teimosia
da fé”? Qual o momento mais emocionante para você?
CM: É o momento final em que, quando estamos nas últimas
ainda sim, temos forças para cantar. A todo instante é uma emoção diferente.
Mas o momento que mais me entrego e que me emociono, num sentimento único, que faço
a passagem de personagem para vida real, e minha fé é de todo coração, é o
momento da minha oração... Em que não só oro pelo noivo, mas por todo nosso
povo. É nesse momento que sinto uma presença enorme de Deus conosco!
5. Qual a maior desafio e os desafios
diários de atuar como noiva numa junina que vem crescendo a cada ano?
CM: O maior desafio está em se superar a cada dia, como
personagem e como pessoa. Eu costumo dizer que críticas sempre virão. Não importa o que você faça. Mas faça por
aqueles que acreditam em você (Glauber, Tia Hiolanda). A noiva flor de
Mandacaru vem com vários sobrenomes: HUMILDADE, RESPONSABILIDADE, SINCERIDADE,
AMOR pelo que faz e não pela posição; SIMPATIA e uma das principais
responsáveis pela união do grupo: FAMÍLIA.
6. Descreva um pouco do misto de
sensações ao atuar, dançar e cantar durante os trinta minutos de apresentação.
CM: Descrever? (Risos) Impossível! Mas poderia tentar, falando que uma certa
magia de sentimentos puros, de forças sobrenaturais que te fazem ir ao seu
limite sem ao menos saber que o ultrapassou , que tomou conta de você... Um
nervosismo que se transforma em coragem, um medo que se converte em lágrimas...
E um amor que brilha dentro de nossos olhos! Quando percebemos, aqueles trinta
minutos foram apenas nossos corações batendo em uma só emoção! Apresentações
diferentes; Emoções únicas!
7. Na sua
opinião, o que a Flor de Mandacaru possui que a destaca dos outros grupos
juninos?
CM: Na minha
humilde opinião, a humildade, e o coração que diz: vai dar tudo certo!
8. Como você vê
o crescente movimento junino em Açailândia?
CM: Um movimento que só precisa de apoio, pois a nossa
parte de crescer, de criar, de emocionar, nós executamos muito bem! E é claro que
se tivéssemos pessoas que acreditassem nesse movimento lindo na nossa cidade, nosso
Maranhão conseguiria ser um destaque cultural.
9. Como já
noticiado aqui neste blog, a Flor de Mandacaru se mostrou diante os desafios
(em especial, Pedreiras), uma verdadeira legião de guerreiros. Você também se
considera assim?
CM: Fomos vários guerreiros, guerreiros que nos tornam
um só! Momentos em que nos unimos, nos fizeram fortes, e mais ainda: foram
nesses apertos que conhecemos o poder da fé! Na verdade, tiramos quase que de “letra",
a Flor é querida por isso... Pelo fato de não desistirmos, quando parece que não
há mais saída. Ainda sim continuamos acreditando em Deus! E sabemos que nada
foi em vão...
10. Acompanha o blog do K. Fera? Que
acha das opiniões deste blogueiro?
CM: Acompanho
sim, sou quadrilheira e sei de sua importância para nosso movimento. Suas opiniões
são gratificantes para todas as nossas quadrilhas! E agradeço por suas
postagens que somente nos enriquece!
“ Um nervosismo que se
transforma em coragem, um medo que se converte em lágrimas... E um amor que
brilha dentro de nossos olhos!
”
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