Imagem: Facebook Arrasta-pé
Arrasta-pé, a quadrilha mais
tradicional do universo junino/julino de Açailândia, mostrou em 2014 que estava
finalmente disposta em fazer a transição do estilo junino tradicional para o
caráter inovador. Investindo em novos figurinos, arranjos musicais, passos e
uma estrutura próxima a das devoradoras pernambucanas, o espetáculo, que
agradou boa parte do público, teve uma característica bastante singular:
Arrasta-pé ficou com um pé sobre o terreno movediço do tradicionalismo e o outro
em cima da terra firme da inovação. Esse desenho bastante ímpar no tablado
possibilitou que a Junina agradasse tanto aqueles seus fãs tradicionais e
também jurados e a crítica, que puderam enxergar novas formas de expressão daquele
inventivo grupo.
Ano passado, vimos uma explosão
de cores. A Junina optou pelo colorido de seus figurinos somado à energia
excepcional de seus brincantes. É incrível notar como apesar do tempo e das
turbulências que a quadrilha sofreu nos últimos anos, uma característica
se mantém e torna a Arrasta-pé um grupo único. Meus caros leitores, estou
falando dessa energia contagiante que mantém aceso o brilho desta junina. Creio
que se colocassem os brincantes sem figurinos, sem músicas e mesmo, sem marcador,
ainda seria empolgante ouvir a força dos pulmões dessas alegres criaturas.
Bastava apenas uma plateia e o espetáculo estava pronto.
Este ano aguardamos um espetáculo
sensível e mais inteligente que o ano passado. Como já disse em postagens
anteriores, e reitero agora, Arrasta-pé, como a pioneira no que diz respeito a
grandes públicos, deve se permitir mais, ir mais além do limite que eles
próprios tracejaram. As boas ideias não devem ser tolhidas; ao contrário, devem
ser bem recebidas. O grupo tem em sua composição uma galera realmente
apaixonada pelo fazer junino e essa força é uma arma que nas mãos de bons
artistas pode tornar o grupo um dos mais brilhantes de todo o Maranhão.
Arrasta-pé traz em sua genética a
concepção de que a quadrilha deve ter um elo direto com sua plateia. Nada de
espetáculos que sejam apenas para exibir ao público, e sim optam por uma arte
que possa ser compartilhada, convidando o público a se juntar a eles durante e
após a apresentação. Esse gene tem de se manter ativo no ano de 2015,
possibilitando a esses artistas que realmente ninguém “peite” neles. E para
tornar-se ainda mais competitiva, o grupo deve pensar em como se redesenhar num
ano em que suas principais rivais prometem investir em emoções novas, que nunca
foram exploradas por ninguém.
Este blogueiro no ano passado
destinou algumas críticas à apresentação desse grupo, porém apesar de manter
minha posição, espero este ano ser surpreendido. É fundamental que a Arrasta-pé
se reinvente em 2015 e traga a nós, público, essa energia extrema, que ao
contrário da energia de nossas casas, é gratuita e empolgante. Temos um grupo
que basta uma faísca para que se promova um incêndio do gingado à criatividade.
A mais antiga de Açailândia deve compartilhar com seu público aquilo que a
tornou forte nos primeiros anos de existência. Acredito na força de uma
quadrilha que demonstrou eficácia suficiente para um desafio difícil: renascer.
Como são capazes de renascer, são capazes de tudo!
Com os cumprimentos de
Carlos K. Fera

Junina arrasta pé sao muitos bons, mais junina korone vai levar o titulo da mira esse ano...
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